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Livres ou dependentes?

junho 28, 2009

Liberdade ou livre arbítrio? Esse é um dilema que gira em torno da população mundial atualmente. Temos a liberdade e a mordomia para realizar quase todas as nossas tarefas de casa, em frente ao computador. Porém somos, muitas vezes sem perceber, reféns desse mundo virtual que nos cerca e nos prende dentro dele. Somos cada vez mais dependentes da realidade virtual que criamos e de suas vantagens: variedades, agilidade e confiança.

Mas será que essa confiança existe mesmo? As informações que recebemos através dela são seguras? Essas são outras dúvidas que nos rondam, principalmente falando de matérias jornalísticas e de jornalistas. Muitas vezes agilidade e variedade não são sinônimos de confiança e liberdade. Temos acesso ao real e ao virtual. Temos livre arbítrio, mas ao mesmo tempo temos uma comunicação tanto real quanto virtual completamente defasada.

A ampliação dos meios de comunicação dificulta ainda mais esse processo.  Fazendo com que surja cada vez mais a necessidade de implementar discussões sobre o mundo real e virtual e sobre a velocidade, nuca vista antes, com que ele cresce e se espalha. Ao mesmo tempo que a internet propicia a democratização da informação ela abre caminhos para que se propaguem o racismo, a pedofilia entre outros assuntos de interesse publico. Os meios de comunicação impressos, radiofônicos e televisivos começam a se preocupar com esse crescimento assustador. Com medo que esse instrumento poderoso, que é a comunicação, concentre-se nas mãos de poucos e tornem-se cada vez mais reais e venha controlar e alterar a percepção das pessoas sobre a realidade que os cerca.

Toda essa “evolução” nos leva à duvida: a democratização da comunicação é o melhor procedimento para que as pessoas reflitam e escolham as informações que querem consumir. Talvez as falhas na comunicação presentes atualmente e que surgiram com o passar do tempo não possam ser responsabilidades da internet, desde que ela esteja presente em nosso cotidiano para auxiliar e agilizar o processo de comunicação e tenhamos consciencia do que podemos e do que estamos utilizando dela.

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Fortalecimento e mudanças, agora elas andam juntas

junho 28, 2009

35 mil. Este foi o número de respostas diferentes, que o IBGE obteve, para a pergunta: Qual é a sua religião? E os números não param de surpreender, 95% dos jovens brasileiros, entre 18 e 29 anos, se dizem religiosos e 65% destes jovens afirmam que são profundamente religiosos. Mas se engana quem pensa que este é um motivo de comemoração para as religiões, pois adotar uma religião não quer dizer seguir as recomendações de seus lideres espirituais. Pelo contrário esses números representam para as religiões que é o momento de agir e mudar para atrair estes jovens, pois eles estão em busca de soluções para seus problemas, mas sem ter que se submeter a qualquer disciplina.

Muito diferente de alguns anos atrás, que ser religioso era ir à igreja todo o domingo e seguir as recomendações do padre através das atitudes diárias, os jovens inovam e hoje expressam sua fé de várias formas, e na maioria das vezes são criticados pelos mais tradicionais. São tatuagens, emails, Nicks do MSN, músicas, recados nos sites de relacionamentos. Vale tudo para expressar a fé e buscar apoio espiritual.

Outra mudança que ocorreu nos últimos tempos foi à forma de crer. Foi se o tempo em que se acreditava e seguia-se apenas uma crença. Hoje o jovem acredita em Jesus Cristo, em Buda, no Espiritismo e em muitas outras religiões ele retira de cada uma somente o que lhe interessa, misturando todas e adaptando-as a sua necessidade.

Tudo indica que estas mudanças são o começo de modelo de religião que está por vir. A forma de crer ainda vai se modificar e as religiões precisaram se adaptar a estas mudanças ou então serão divididas entre tradicionais e modernas.

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Certo ou errado…para quem?

junho 28, 2009

Julgamentos, repreensões e exclusão são atos que cometemos diariamente com as pessoas que tem atitudes que vão contra nossos princípios. Nossas atitudes são baseadas nos ensinamentos, nos aprendizados que obtemos com os exemplos e a partir deles julgamos o que é certo ou errado. Mas quem nos garante que nossas atitudes são certas ou erradas? Muitas vezes julgamos as pessoas por suas atitudes sem ao menos saber quais eram seus princípios, quais foras seus ensinamentos, enfim quais eram suas razões.

Julgamos tudo como certo ou errado. Mas quem decidiu que determinada atitude é certa ou errada? Um caso que chamou muito a atenção foi das duas crianças catarinenses que influenciadas por Rafael Borba, usavam armas de brinquedos e uma boneca para praticar lições de intimidação. A sobrinha de Borba, de três anos e o filho dele de quatro, faziam tudo o que o Borba ensinava sem maldade. A criança nesta idade não tem noção do que é certo ou errado e depende dos pais/responsáveis para julgar as atitudes e lhes ensinar os princípios. Para eles esta era apenas mais uma brincadeira de infância.

As crianças envolvidas neste caso representam a realidade de muitas outras que não são descobertas, e crescem achando que essas atitudes são corretas. Sendo assim, elas têm grandes possibilidades de, quando adultas, se tornarem assaltantes, pessoas agressivas. E serão julgadas por toda a sociedade, que nem ao menos vai querer saber o que as leva a fazer isso.

Não se sabe como foi à infância de Borba. Quais foram os ensinamentos que ele recebeu, os exemplos que ele vivenciou enquanto formava sua personalidade mas mesmo assim a sociedade os condena. Não quero julgar o que é certo ou errado aqui, mas precisamos aceitar as diferenças e ao invés de criticar precisamos mostrar que este não é o único caminho. Só criticas não fazem as pessoas mudar suas atitudes é preciso mostrá-las que há alternativas e convencê-las, pelo exemplo, que sua atitude não é a melhor opção.

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Muito além do significado

junho 27, 2009

Mulher ou qualquer fêmea que deu à luz a um ou mais filhos, esse é o significado dado à mãe, mas será que ser mãe é só isso: dar a luz? E a tarefa de cuidar, de ficar noites inteiras ao lado da cama dos filhos, o carinho, a dedicação, isso não conta?  Há anos atrás a função da mãe era cuidar dos filhos, da casa, do marido e na maioria das vezes ela não era vista como mulher, passando a ser submissa ao marido.

Hoje as mães além de realizar as tarefas domésticas e cuidar dos filhos, elas ainda trabalham fora de casa muitas vezes desenvolvendo papel de liderança e muitas delas têm que assumir o papel de mãe e pai. Mas essas não são as únicas mudanças que ocorreram com o passar do tempo, uma das maiores mudanças é a gravidez precoce, muitas meninas ainda nem entraram na adolescência quando a responsabilidade chega. E se engana quem pensa que esse é um problema só das classes desfavorecida ou de famílias desestruturadas.

Dormindo como um anjo, foi assim que Priscila Fátima Lanzarini, 16 anos, cabelos e olhos castanhos, doce, alegre, de uma família bem estruturada, deixou o seu filho, Eduardo Souza de um ano e seis meses, para podermos conversar. Priscila chegou animada, como se fosse apenas uma mera menina sem sérios compromissos, sem responsabilidades, como a maioria das meninas de sua idade. A alegria contagiante de Priscila foi desaparecendo conforme contava sua história, dando espaço ao desabafo e a emoção. Ela tinha recém completado 14 anos quando descobriu que estava grávida. “Lembro como se fosse ontem quando estava no consultório e a médica me disse que eu estava grávida”. Priscila conta que nos primeiros meses tinha vergonha de ir pra escola, de sair de casa, pois sentia que as pessoas lhe olhavam com desprezo. Pensou em parar de estudar, em abortar, mas disse que não teria coragem de abortar e hoje se arrepende até de ter pensado em fazê-lo. A falta de apoio do namorado e dos pais dele marcou essa fase da vida de Priscila, que é percebida pela tristeza nos olhos e na fala ao recordar o dia em que contou para eles que estava grávida. “O desprezo foi tanto da parte dos pais do meu namorado que não gosto nem de lembrar, muito menos de comentar. Não desejo pra ninguém, ninguém merece desprezo”. Com o passar dos meses Priscila conta que começou a perceber que era a melhor coisa que podia ter lhe acontecido, pois ela nunca ficaria só, e essa companhia iria durar pra sempre.

 Eduardo nasceu de sete meses, no primeiro ano de vida ele e Priscila moraram com os avos maternos, pois Eduardo necessitava de atenção especial por ser prematuro. Atualmente eles moram com o pai de Eduardo na casa dos avos paternos. Priscila trabalha o dia todo, em uma casa de família, enquanto Eduardo fica com a avó materna no período da manhã e a tarde vai à creche. Priscila diz que muitas vezes chora ao deixar o filho na creche, mas que não tem outra alternativa. Ela fala das dificuldades de ser mãe, das preocupações e das modificações que aconteceram na sua vida por causa dessa gravidez. “Eu não esperava, foi muito difícil, na verdade foi barra pesada”.  Ela afirma que ser mãe não é fácil, ainda mais aos 14 anos e mãe de uma criança prematura que necessita de muito mais cuidado. Mas apesar das dificuldades que Priscila passou ela afirma que ser mãe é muito bom.

Momentos de muita emoção, momentos tristes, mas na maioria da entrevista Priscila se demonstrou uma menina alegre, extrovertida, nem parecia que a vida lhe cobra tanta responsabilidade, uma mãe dedicada e que tem muito orgulho do filho. Uma menina cheia de sonhos, mas que parece ser desapontada ao falar da sua vida atual.   

Somente uma mãe pra dizer o que é ser mãe, talvez seja um presente como muitas mães dizem: um presente só para as mulheres. A única certeza que fica, é que ser mãe não é somente dar a luz a um ou mais filhos.

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Brava gente brasileira

junho 27, 2009

Ou ficar a Pátria livre, Ou morrer pelo Brasil. Esse era o hino de muitos brasileiros na década de 1960 e em toda a ditadura militar. Uma época de muitas invenções, em que a tecnologia avançava rapidamente, na qual o respeito entre as pessoas é até hoje relembrado por muitos com saudades, e o patriotismo falava mais alto que o amor à própria vida. Foi em nome do Brasil e dos brasileiros que muitas pessoas foram torturadas, mortas e deportadas. Um amor baseado no respeito por uma sociedade que ajudou a dar o poder de decisão a pessoas ambiciosas, autoritárias e rigorosas.

                É uma época lembrada até hoje por quem a presenciou que apesar do respeito das pessoas era necessário, por questões de sobrevivência, desconfiar de todas. Uma década mãe de uma geração determinada, que usava de todos os artifícios para mostrar seus pensamentos e se opor ao governo, uma geração que via os brasileiros como irmãos. “Me emociona e me faz chorar, acho que nunca mais vou vivenciar tudo o que vi, senti, presenciei e muitas vezes fugi da polícia para não ser presa, por causa de política. Jamais vou esquecer aquele tempo. Nossa luta foi a mais brilhante de todos os tempos, se enfrentava polícia, tanques entre outros…..Dá para escrever um livro”, relata a advogada Aniz Teresinha Tosa.

O mundo fervia, o governo repreendia, perseguia e usava da força para se impor. Mesmo assim os jovens com suas roupas coladas, seus cabelos compridos, sua aversão ao normal preestabelecido debochavam das regras do governo para fazer o que acreditavam que era necessário ser feito. Eles lutavam contra a hipocrisia de uma sociedade moralista e conservadora que tecnologia nenhuma poderia conter.  Por toda a parte, as autoridades viram-se desafiadas: em casa, na escola, nas igrejas, nas ruas e nos palácios. O policial aposentado, Antenor Schineider, conta que eles não tinham liberdade nenhuma se ocorresse alguma manifestação eles eram chamados e obrigados a comparecer. As autoridades tentavam conter os manifestantes de todo modo, mas em vez de desistir eram nas repreensões que os estudantes ganhavam mais força.

Em Chapecó os estudantes realizavam manifestações nas escolas, trancavam os corredores impedindo a passagem de pessoas. Essa era a forma de protesto no oeste de Santa Catarina, porém suas manifestações eram sempre vigiadas por policiais chamados pela própria diretora da escola.  Schineider conta que as diretoras eram obrigadas a pedir ajuda policial.  Ele também relata que, em Chapecó, os estudantes podiam se manifestar à vontade desde que não impedissem o direito de ir e vir das demais pessoas.  Schineider diz que nunca agrediu, nunca presenciou e não soube também se algum estudante foi agredido por participar de manifestações aqui em Chapecó. Mas segundo ele, muitos estudantes acusaram policiais de maus tratos.

                Todo o período da ditadura militar foi marcado pelo caos, medo e repreensões aos estudantes, que começaram um dia após o golpe militar em 1964 quando o prédio da União Nacional dos Estudantes (UNE) foi incendiado por militares de direita. Esse seria só um aviso de que nos anos seguintes a situação pioraria. E assim ocorreu em novembro de 1964, quando uma lei que proibia qualquer manifestação ou propaganda de caráter político partidário e definia a regulamentação das entidades foi criada, para sufocar de vez a ação dos estudantes. Tosa, conta que durante o período em que esteve na faculdade, sofreu várias repreensões por estar envolvida com política e por falar sobre a mesma na faculdade. Porém os estudantes sempre achavam uma forma de contornar a situação e expor suas idéias, “Eu fui expulsa da faculdade por causa de política. Felizmente, havia um professor que era fundador da universidade e conhecia muito bem o meu pai, que conseguiu após mais ou menos uns 20 dias contornar a minha situação e eu consegui voltar a freqüentar as aulas, sob vigilância constante, isto é: não podia abrir a boca sobre política, caso o fizesse seria expulsa. Como eu era pobre e não tinha se quer outra alternativa para estudar tive que suportar por longo período dentro da faculdade sem falar em política, mas mesmo assim nós fazíamos panfletos, jornaizinhos e distribuíamos a noite sem ninguém ver. Mas quando chegava nas mãos dos manda chuvas, logo saberiam que era o meu grupo que estava por trás e assim foi até o final de minha faculdade, em 1981”.                                                                                                                                                                                Esta não foi a única repreensão sofrida por Tosa, ela se formou em 1981, mas não pode participar da formatura e só pode retirar o diploma em 1985, porque estava fichada no, Departamento de Ordem e Política Social (DOPS).         

Eram muitas as bandeiras dos estudantes, mas a principal delas era a oposição a Ditadura Militar. Schineider acredita que muitos estudantes lutavam sem saber pelo que estavam lutando, apenas defendiam os interesses dos advogados. Já Tosa, afirma que não, “Acho que as maiorias dos estudantes sabiam bem o que estavam fazendo e por que. Talvez, hoje, é que aconteça isso”.

A época em que não se tinha liberdade de expressão passou, e junto com ela se foi a garra e os ideais de toda um geração. E talvez o maior medo dos estudantes concretizou-se: o medo que as escolas se tornassem “fábricas de idiotas”, com alunos que aceitam quase tudo “numa boa”. Os movimentos estudantis estão quase vazios, são poucos os estudantes que arriscam a dar a “cara para bater”. Tosa afirma que os movimentos estudantis atuais são atuantes, mas muito limitados aos grupos e aos interesses que estão por trás. “Na minha época era diferente, a gente fazia movimentos por ideais, puros”, ressalta.

São visões de pessoas que viveram na mesma época, mas cada uma estava de um lado. E apesar de serem duas visões diferentes, ambas concordam com que a época foi importante para o Brasil ser o que é hoje, que tudo tem o seu lado bom e ruim, e que tudo precisa ser dosado.

“Os policias fizeram muitas coisas erradas perante a lei de Deus, mas era necessário. Eles eram obrigados a fazer certas coisas pra manter a ordem e o progresso. Onde não há ordem não há progresso”, ressalta Schineider.

“Acredito que tudo tem seu lado bom e ruim. De um lado não existia tanta violência como hoje, a não ser por parte do governo. Hoje a violência está em toda a parte, inclusive somos prisioneiros e os bandidos estão às soltas. È difícil mudar este quadro que se instaurou no país. Não adianta termos um Regime Democrático. Se a democracia serve apenas para alguns e a maioria fica sempre esquecida. Aliás, o capitalismo é bom, mas sem exageros, como qualquer outro regime. Democracia com responsabilidade é a solução”afirma Tosa.

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Esquecem ou fingem não ver?

junho 27, 2009

Informar com lealdade, compromisso e selecionar o que é e o que deixa de ser notícia pelo grau de interesse do público receptor, isso tudo sem ser sensacionalista. Esses são compromissos que o jornalista dever ter com toda a população, mas e na realidade é isso que ocorre?

Atualmente no Brasil um menor de 14 anos é morto a cada dez horas, o que representa 876 crianças mortas e violentadas brutalmente por ano. Dessas apenas uma ou duas aparecem nos noticiários, principalmente nos telejornais, e as outras nem se quer são divulgados em números.

Concordo que não é necessário mostrar todos os casos, mas não entendo porque mostrar de forma absurda alguns deles e deixar de comentar os demais. Em acontecimentos trágicos como o de Isabela e Eloá é feita uma cobertura “especial” sobre a vida da pessoa, da família, etc, mas não divulgam a quantidade de pessoas que morrem todos os anos no Brasil pelas mesmas causas. Logo após uma tragédia como a de Eloá, aparecem na mídia outros casos parecidos. Não acredito ser influencia da mídia sobre a população, mas sim a falta de noticias que representem a triste realidade de nosso país, em números. Outro fator que me deixa intrigada e curiosa é que quando são noticias tristes de outros países geralmente esses números aparecem. Por que mostrar os números deles e não os nossos? Os deles são mais relevantes a nossa população?

Talvez ocorreu um engano de minha parte, alguns desses números são noticiados sim. Mas uma vez por ano, geralmente, quando a emissora faz o papel de “boa samaritana”, para impressionar a população na tentativa de cumprir seu papel social e ajudar o povo brasileiro. Esse é o compromisso do jornalista? Será que não está faltando algo nesse dever? Eu sei que é muito fácil falar, mas no meu ver não há interesse, nem dos jornalistas e muito menos das empresas de comunicação para reverter esse quadro. A cada novo caso “espetacular” só muda os personagens, a cobertura é praticamente a mesma.

A televisão é o meio de comunicação mais acessível e de maior credibilidade entre a população. Essas não são afirmações minhas, podemos comprovar quando ouvimos alguém falar: “É verdade, passou na televisão” e o que nós jornalistas estamos fazendo com essa “arma” poderosa que temos em mãos? O poder da televisão também é confirmado em números: 93,3 % dos lares brasileiros possuem televisores, e nós jornalistas perdemos tanto tempo com esse sensacionalismo barato, em cima de um caso que poderiam ser coberto de forma mais simples.  Depois nos achamos no direito de brigar por mais espaço nos telejornais, pedindo para que diminuam o tempo dos comerciais. Resta-me a dúvida: para que? Não precisamos de mais tempo para matérias desse porte, precisamos de matérias educativas, culturais que ajudem na formação e informem o povo brasileiro.

Até quando isso permanecerá? O povo brasileiro está cansado dessas novelas da vida real e em horário de noticiários, e espera mudanças. A internet já está ganhando espaço entre os meios de comunicação, se o telejornal continuar da forma que está ele não será o próximo a perder espaço para a internet?

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Diferenças que aproximam

junho 27, 2009

Expressar, informar, convencer, esclarecer, testar e “declarar amor” essas são as funções da linguagem. Elas são utilizadas diariamente por todos, mas cada pessoa tem sua forma de expressar e falar a língua. Isso se dá pelos costumes, cultura e região do país (ou do mundo) em que vivem. Enquanto, para alguns “mexerica” é uma menina que mexe em tudo, para outros é uma fruta típica do inverno. Essa é uma das variações da língua, mas existem outras.

A variedade da língua muito presente, principalmente entre os jovens, são as gírias. Esses códigos podem identificar a classe social, grupo, gostos e crenças de um indivíduo. Assim como as gírias, outras variedades faladas são consideradas “erradas” tanto na escrita, com na fala. Essa “discriminação” não passa de uma “herança” escolar que nos ensina que as variedades da língua são erradas criando o preconceito lingüístico. Ao contrario do que aprendemos na escola, as variedades lingüísticas não são erradas e nem inferiores. Cada linguagem tem sua organização e importância entre os falantes. Se as variedades não são erradas e vivemos em um país onde há sotaques porque escondê-los? Somos preconceituosos conosco mesmo? Se não há erros, que nossas variedades e nossos sotaques sejam mostrados e aceitos na sociedade.

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Denúncias à ditadura militar

junho 27, 2009

Exercendo o dever do jornalista de denunciar e mostrar à sociedade o que acontecia durante o período que vai de 1964 a 1985, no Brasil. Mesmo sabendo que, mostrando o que o governo fazia questão de esconder, poderia pagar por essa atitude com sua própria vida, mas para os jornalistas o que realmente importava era o compromisso com a sociedade.
A ousadia e a coragem dos jornalistas em denunciar questões como tortura, corrupção e pobreza, permitindo uma nova leitura do regime militar, foram relatados no livro, 10 Reportagens que Abalaram a Ditadura, organizado por Fernando Molica. Onde estão reunidas algumas das melhores reportagens, publicadas em uma época pouco propicia para o exercício do jornalismo.
Essas reportagens mostram o compromisso do jornalista com a sociedade. Este livro serve para refletirmos se o jornalismo exercido atualmente, com “liberdade de imprensa”, não merece maior aperfeiçoamento e comprometimento com a sociedade.
A maioria das reportagens foram reproduzidas na integra, porém algumas fazem parte de uma série de reportagens. Juntamente com elas encontram-se também relatos dos jornalistas envolvidos na produção e edição, que relatam o surgimento das pautas, a elaboração das reportagens e as conseqüências desta publicação.
Abrindo a coleção de jornalismo investigativo, o livro foi publicado em 2005, pela editora Record e tornou-se referencia nos cursos de jornalismo.
Após me fascinar com a leitura destas reportagens e com a persistência dos jornalistas, em uma época em que o melhor a fazer era apoiar e dizer amém ao governo. Volto para a realidade, e me deparo com o nosso jornalismo diário de feijão com arroz. A única dúvida que fica é até quando este jornalismo será suficiente?

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Tentar ou desistir?

junho 26, 2009

Um filho pergunta à mãe:

- Mãe, posso ir ao hospital ver meu

amigo? Ele está doente!

- Claro! Mas o que ele tem?

O filho, com a cabeça baixa, diz:

- Tumor no cérebro.

A mãe, furiosa, diz:

- E você quer ir lá para quê? Vê-lo morrer?

O filho lhe dá as costas e vai…

Horas depois ele volta vermelho de tanto chorar, dizendo:

- Ai mãe, foi tão horrível, ele morreu na minha frente!

A mãe, com raiva:

- E agora?! Tá feliz?! Valeu à pena ter visto aquela cena?!

Uma última lágrima cai de seus olhos e acompanhado de um sorriso, ele diz:

- Muito, pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e dizer:

- “EU TINHA CERTEZA QUE VOCÊ VINHA!!!”

escolhas Esta é uma mensagem extraída do site Pensador e representa momentos de nossas vidas, no qual tomar uma atitude é necessário, porém nem sempre os frutos são positivos. Nossa vida é feita de decisões e tomar decisões é excluir possibilidades ou acontecimentos. Se escolhermos sair de casa com uma roupa preta excluirmos as roupas coloridas daquele nosso momento. Todas as nossas atitudes apresentam reflexos em nossas vidas. E nem sempre eles são bons. E geralmente quando eles não são bons além de reflexos eles geram comentários e cobranças interiores e exteriores (como ocorreu no texto citado acima). Mas como saber se estamos agindo certo ou não na hora de tomar uma decisão? No meu ver, esta é uma boa pergunta, daquelas que podemos passar horas discutindo e não chegamos a um consenso.

 Muitas vezes as decisões precisam ser tomadas em meio a turbulências sem tempo para pensar se é a melhor atitude do momento. E essas decisões são necessárias para que possamos chegar onde queremos, afinal construímos nossas vidas em cima de sonhos e metas. O sonho de uma casa, de uma vida e de muitas outras coisas. Hoje, 26/06, ouvi durante o Jornal do Almoço da RBS TV uma crítica de Luiz Carlos Prates sobre a morte de Michael Jackson. Nela Prates o criticava por ter alterado a cor de sua pele, o formato de seu nariz e por muitas outras atitudes que Jackson teve em sua vida. E me perguntei: até que ponto podemos julgar as decisões das pessoas? Acredito que cada um sabe o que é melhor para si, ou pelo menos o que vai o deixar mais feliz. Cada um sabe qual o seu sonho. E todos têm ao menos a chance de tentar realizá-lo.

 Há momentos em nossas vidas que precisamos tentar, mesmo que essas tentativas sejam fracassadas. É melhor nos arrependermos do que fazemos e de nossos fracassos do que nos arrependermos de nosso medo de tentar. Como diz Augusto Cury :

“Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso e pessoas fracassadas. O que existem são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.”

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Informação de mais consciência de menos

junho 19, 2009

Músicas animadas, amigos, pessoas interessantes, carro e bebidas. Este é o pacote perfeito para um final de semana agradável para a maioria dos jovens. E não adianta nem dizê-los que direção e bebida não combinam, pois eles sempre sabem o que estão fazendo, não perdem a noção de nada depois de beberem, eles sabem os seus limites e só querem se divertir. Mas será que sabem mesmo?

Segundo dados de 2008 da Organização Mundial da Saúde os acidentes de trânsito matam mais de um milhão de pessoas por ano em todo mundo e 60% destes acidentes atingem os jovens. Esta pesquisa comprova que eles perdem sim a noção depois de beber. Todos esses acidentes envolvendo jovens são causados pelo exagero no consumo de álcool.jovens%20e%20bebidas

Um dos grandes vilões dos jovens é o “esquenta”. As bebidas que os jovens consomem antes de irem para as festas. Muitas vezes de estomago vazio, o que causa um efeito ainda mais forte. Nenhuma dessas informações é novidade. Todo mundo sabe que os jovens saem bebem e dirigem. E 80% dos jovens que não bebem acabam pegando carona com pessoas que beberam.

No final das festas do final de semana tudo é festa. Os jovens são influenciados uns pelos outros e a maioria deles não pensa que a esta atitude pode matar e até mesmo deixar marcas para toda a vida. Os jovens da atualidade possuem informação e esclarecimento sobre diversos assuntos, inclusive bebidas, então: o que está faltando para os jovens?

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